terça-feira, 25 de novembro de 2008

Dezesseis de Maio

Hoje as marcas do pungente estão estampadas em meu semblante
As cicatrizes do lancinante tomam conta do meu ser
O ápice do consternado se apresenta a vós
Na forma intrépida do meu lamento
Temia o chegar deste dia, que tanto me traz à mente
Com uma correnteza de abalos
Do golpe dessa circunstância
Desse penar que não cessa
Então brado aos ateus, céticos e devotos
Maria Madalena, Eva, Joana D'arc, Frida Kahlo, Simone de Beauvoir
Todas simplórias perto dos teus inúmeros triunfos e trunfos
Minha mulher prodígio, minha prometida, minha energia
Então te vi desaparecer
Perdeu-se na moléstia
Vi tua vivacidade se esvaindo
E ouvi teu último lamento
Andei pelo mundo à procura de esperança
Pra te eternizar na minha humanidade
Preciso da tua doçura de volta
Te concebo agora eu, no ventre dos meu versos, Mãe.
*Dor Alheia*

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