quinta-feira, 5 de março de 2009
O poema frio da história inexistente
Minha casa
Minhas coisas
Meu mundo
Acaba sempre vazio sem você ao meu lado
A bebida e as musicas
O luau e o acústico
Nada parece romântico nem bonito
Sem você aqui comigo
Os círculos da vida continuam rodando
Mas não sinto o prazer de viver
Não sinto a vida em mim
Você se foi sem aviso prévio
Nosso carinho demorou a chegar meu bem
Mas quando chegou bateu na alma
Os acordes precediam nossa união
Aquela que nem o sangue adivinhou
Nós dois nas noites afora
Com os drinks nas mãos
Com as confissões na ponta da língua
E a entrega doce das afinidades escondidas
Olho para o céu na esperança de ver teu rosto
Teu sorriso escondido entre as nuvens
Tua risada engraçada entre os motores
Teu cheiro característico entre as flores
Tudo bem se eu te chamar de meu?
Meu cara, cara querido
Que me cuida, que me ama, que me mostra
Me mostra o que eu posso ver
Se eu te perguntar se você quer me segurar na noite fria
Na noite escura que nos alucina
Você me diz que me cuida
Sorriremos juntos como sempre?
São as coisas que me acontecem quando lembro de ti
Quando ouço teu nome com calor
Quando vejo nossas fotos juntas
Mal posso esperar pra te ver de novo
Tenho que te encontrar nessa madrugada infinita
O que tento dizer é que quando lembro de você minha mente gira
Gira ao teu redor, ao redor do que sobrou de você
As lembranças de bons e não tão velhos tempos
Você merecia mais
Mais do que meras lembranças
Mas hoje meu bem
É tudo que posso te dar
Quando nos encontrarmos de novo
Prometo te contar aquele caso engraçado
Só pra ouvir a quentura da tua risada do meu lado
E teu hálito quente nos meus ombros
Se isso durasse pra sempre ainda não seria o bastante
Porque o pra sempre tende a acabar
E ficar contigo não pode acabar nunca
Porque você me faz feliz
Sinto falta de ter tempo pra escrever.
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Lindo, lindo. Na minha opinião, seu melhor texto aqui.
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